Eagle Scout salva vidas no Everest

Por Aaron Derr
Fotografias cortesia da família Moniz e Damian Benegas

Moniz

Matt Moniz, um Eagle Scout de 17 anos da Tropa 171 em Boulder, Colorado, estava perto do acampamento base do Monte Everest, no Nepal, observando uma parede de neve, gelo e rocha cair em sua direção.

O primeiro pensamento que lhe veio à cabeça: “Vai ser assim que vou morrer”.

Segundos depois, ele mudou de tom: “Não, eu não estou morrendo aqui”.

Menos de um minuto depois, a avalanche acabou e Matt ainda estava vivo.

A história que mudaria sua vida, porém, estava apenas começando.

Quais são as chances de ele estar no Everest no dia 25 de abril de 2015, mesmo dia em um devastador
terremoto desencadeou a avalanche que matou 19 pessoas'https: //scoutlife.org/wp-content/uploads/2016/03/laprak-relief-27.jpg 'alt =' Laprak Relief-27 '/>

Momento da verdade

Matt começou sua carreira de alpinista com uma viagem ao acampamento base do Everest em 2007, quando tinha 8 anos. Nos anos que se seguiram, ele escalou 14 dos picos de 14.000 pés do Colorado, bem como Makalu de 2.7.825 pés, o quinto mais alto montanha do mundo, e Cho Oyu de 26.906 pés, o sexto mais alto.

Na primavera passada, Matt, junto com seus companheiros de escalada, sobreviveu à avalanche do Everest escondendo-se atrás de uma rocha grande o suficiente para protegê-los do impacto. Enquanto eles se amontoavam, o trio assistiu rochas, tendas, computadores e todos os outros tipos de entulho passarem, apanhados nas toneladas de gelo e neve deslizando montanha abaixo.

O que se seguiu foi o choque. E confusão. E o caos.

Primeiro, Matt voltou para um acampamento que havia escapado da ira da avalanche. Ele observou enquanto outros escaladores entravam, seus rostos cheios de horror e tristeza. A maioria dos alpinistas ficou sentada em um silêncio atordoado, mesmo quando ouviram uma voz no rádio pedindo ajuda.

Em seguida, outro pensamento surgiu na mente de Matt: 'Um escoteiro é útil.'

Então ele entrou em ação.

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Ficar por aí

Demorou dois dias. Matt fez de tudo, desde coletar garrafas de água até transportar os sobreviventes para a segurança em macas. Ele perguntou aos médicos o que mais ele poderia fazer.

Em um ponto, enquanto carregava um homem ferido por um trecho de gelo e rocha, Matt e outros resgatadores ouviram um som de estalo estrondoso - foi um tremor secundário e causou outra avalanche. Ele e os outros ajudantes deitaram em cima do homem ferido, sabendo que poderiam ser soterrados a qualquer ponto por outra onda de neve e gelo.

Felizmente, isso nunca aconteceu. A avalanche era muito menor e em nenhum momento o grupo estava de volta, carregando mais feridos para um local seguro.

Quando o perigo imediato passou, Matt foi evacuado para Katmandu, capital do Nepal. Mas seu trabalho estava longe de terminar. Ele poderia ter voltado para casa, mas Matt decidiu ficar por perto, organizando uma missão de socorro a uma vila que foi atingida especialmente pelo terremoto.

Depois de semanas compartilhando ideias, planejando e arrecadando fundos, Matt passou duas semanas na vila de Laprak, ajudando a construir moradias temporárias, cavando latrinas e estabelecendo novos sistemas de água e comunicação.

“Ainda não sei por que estou aqui vivo hoje”, diz Matt, “mas, pelo que eu poderia dizer, era para ficar no Nepal e ajudar da melhor maneira que pudesse”.

Matt recebeu a Medalha de Honra da BSA com o Crossed Palms por suas ações no Everest.

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O TERREMOTO NEPAL

Em 25 de abril de 2015, um terremoto atingiu o país asiático do Nepal, matando quase 9.000 pessoas e ferindo quase 23.000. O terremoto arrasou vilas inteiras, deixando centenas de milhares de cidadãos desabrigados. Foi o pior desastre natural a atingir o país em mais de 80 anos.

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